domingo, 15 de abril de 2012

Agora ele existe, e é imortal.

Então galera, péssimo o último né? Não sou jornalista, fuck off.

Eu pretendia neste segundo post falar sobre como e exatamente como eu cheguei a decisão irrefutável de que deus não existe. E isso poderia criar uma ideia dentro de cada um que ler isso, assim como eu consegui criar minha ideia na cabeça de alguns amigos.

Mas hoje, eu tive uma conversa longa pelo Facebook, como o Sr. Platão (lógico que to preservando). Eu fiz uma pergunta em um grupo fechado e obtive mais respostas do que podia imaginar.

Alguém já parou pra pensar como pode lembrar-se de alguém que nunca viu antes? Tem dessas não tem? Minha explicação é que passamos parte do nosso intelecto com nosso DNA. E acredito eu que intelecto  pressupõe conhecimento, e que conhecimento por sua vez pressupõe aprendizado, e que (só mais essa) aprendizado pressupõe convívio, então, junto com meu intelecto, meu DNA vai levar memórias para o novo indivíduo, mas elas não serão organizadas no novo individuo que nascerá e receberá esses bilhões de informações. Ele não sabe o que fazer com tanta informação, e terá que aprender desde mamar até a escrever um blog gradativamente dentro de sua capacidade evolutiva. Este novo aprendizado vai sobrescrever as informações antigas por serem relevantes e pertinentes à se armazenar na merreca de 10% que temos pra desfrutar do nosso cérebro. To errado? A minha ideia sobre deus ontem era uma, hoje é outra (calma, graças a deus ainda sou ateu).

Por falar em ideia, fiquei sabendo hoje que "conceitos morrem, ideias não". E que deus em muitos de nós é uma ideia. Lembram como começamos o post de hoje? deus, pra mim, é uma ideia criada pelo meu convívio. Por mais ateu que eu seja, e que meu próximo filho receba isso em seu DNA, o convívio dele poderá alterar completamente este percurso, baseado nas novas ideias que este novo indivíduo precisará armazenar. E tenho dito.

Mas então hoje deus é uma ideia e não minha própria consciência como eu mencionei no último post?
Bom, o que me mantém "alinhado", é minha consciência, meu deus (com "d" minúsculo). O que te mantém alinhado, é seu Deus (com "D" maiúsculo). Nós dois temos um conceito diferente, mas ambos sobre a mesma ideia. E novamente, "conceitos morrem, ideias não". Seja quem for deus, ele realmente é imortal.

4 comentários:

  1. Existe mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia!...muito boa postagem...só espero que o "senhor platão" não vire " senhor shakespeare"...imagine a tragédia de um "ser ou não ser"?!kkkk

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  2. Mto bom esse post! Mas ainda não vou desistir de acreditar na passibilidade que "coisas" ou "deuses" que transpõe nossa imaginação possam existir... só o fato de não entender o infinito do espaço já me faz sonhar. Tbém não entendo o infinito do tempo, da temperatura, do tamanho... nem o infinito das cores! Ora, nem estamos sequer próximos de conhecer o mínimo do nosso próprio universo, q dirá dos bilhões de universos? Tenho pena de crentes e ateus convictos.. pois o impedimento de imaginar é uma grande pobreza!

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    1. Mas Marcio, não sou impedido de imaginar. Como acha que cheguei até aqui? Acha que não vislumbro o universo? Eu acredito que haja outras formas de vida no universo, mas dizer que cada movimento seu é "percebido" por deus e que pode te castigar se não obedecer? Please man, não confunda deus com realidade. Imaginar apenas não realiza, imaginar o mundo perfeito não vai torná-lo perfeito, imaginar que deus existe não vai trazer ele até você.

      Talvez não tenha compreendido. Pra mim deus sou eu, pra minha avó é Jesus, pra meu amigo aqui é Jah, pra vc nem vc sabe.. São conceitos diferentes da mesma ideia. Cada um tem a ideia que quer ou que lhe convém sobre deus. Lembre-se, conceitos morrem, ideias não. Não há como convencer alguém da existência ou não, apenas mostrar que atitudes baseadas em uma existência duvidosa não podem ser saudáveis.

      Lembre-se, não quero lhe convencer da existência de deus.. Meu deus sou eu, só preciso provar isso pra mim. Já o seu deus nem você sabe quem é, cabe a você determinar isso.

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    2. Marcio, NÃO pense em um elefante... Certamente veio um elefante à sua cabeça. Eu disse para não pensar nisso.

      É como deus, deus para você já está formado na sua cabeça, por mais que eu diga que não. Conceitos morrem, ideias não!

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